É caracterizada por reação inflamatória acometendo os olhos e/ou pálpebras. Na maioria das vezes são causadas por contato com poeira, pólen, ácaros, medicamentos, maquiagem, lente de contato, e diversos outros. Os sintomas mais comuns são: olho vermelho, ardência, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e principalmente coceira nos olhos!

Pacientes que já tem quadros de alergia (asma, rinite, alergia de pele) e de faixa etária jovem têm maior predisposição a desenvolver a conjuntivite alérgica. É importante ressaltar que trata-se de uma conjuntivite não infecciosa e não transmissível, porém o seu tratamento correto é muito importante para que se possa evitar novas crises. Ela pode ter manifestação aguda ou repetitiva (forma crônica, mais grave). Caso você ou algum familiar apresente esses sintomas, avaliação e seguimento oftalmológico são essenciais.

Um dos motivos mais frequentes na procura pelo oftalmologista é o paciente portador deste quadro. O principal sintoma da blefarite anterior é o acúmulo de pequenos depósitos na base dos cílios como se fosse uma “caspa”.

O problema é mais sério quando existe em conjunto a blefarite posterior, acometendo múltiplas glândulas produtoras de óleo que auxiliam na formação estrutural da lágrima. Nesses casos os sintomas são mais floridos, com irritação e presença de terçol frequente, olhos vermelhos, secreção matinal, olho seco, entre outros .

É necessário o exame oftalmológico com microscópio para diagnóstico correto. Existem diversas abordagens de tratamento, desde higiene ocular, antibióticos tópicos e por via oral até a aplicação de luz pulsada na região palpebral. O médico oftalmologista irá indicar a modalidade mais adequada para o seu caso.

A conjuntivite é uma das causas mais comuns de olho vermelho. Pode ser causada por vírus (a mais frequente), bactérias ou até por alergia. Os principais sintomas são vermelhidão, coceira, secreção e lacrimejamento. Pode ter forma aguda e crônica.

A transmissão (no caso das virais e bacterianas) ocorre pelo contato com o olho e outros objetos, portanto é muito importante não tocar os olhos, lavar sempre as mãos, não compartilhar objetos, para evitar a disseminação para outras pessoas e para o outro olho. 

Se você tiver algum desses sintomas e não estiver melhorando, procure nosso serviço para diagnóstico precoce, preciso e a conduta adequada no seu tratamento 


No caso de acidentes em que possa ter entrado algum pequeno corpo estranho em seu olho, é importante esclarecer que não é seguro tentar remover por conta própria, uma vez que não se pode garantir sem o exame oftalmológico adequado a profundidade de penetração do corpo estranho.

Proteja a região dos olhos, evite manipulação e procure o serviço de Emergência Oftalmo para uma avaliação imediata.

Como todo acidente, aqui também vale a máxima: “melhor prevenir do que remediar!”. Use sempre equipamento de proteção para atividades em que exista o risco de algo entrar em seus olhos!

Em crianças, especialmente em menores de 1 ano, devemos estar atentos ao surgimento de fotofobia, caracterizada por uma sensibilidade aumentada à luz, podendo estar presente em diversas doenças oculares, desde alterações na superfície ocular, até inflamações intraoculares.

Além disso, nesses pacientes, é extremamente importante descartar fotofobia secundária a um quadro de Glaucoma congênito. Tal doença é caracterizada por uma pressão intraocular aumentada, que costuma surgir já ao nascimento ou nos primeiros meses de vida, com sequela visual grave e irreversível caso o diagnóstico não seja realizado a tempo. Junto à sensibilidade luminosa, as crianças apresentam lacrimejamento aumentado, fechamento da pálpebra na presença da luz (parecem piscar) e, mais tardiamente, adquirem um aspecto esbranquiçado da córnea com crescimento do olho, a chamada buftalmia.

O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos o mais precocemente possível, sendo decisivo para o bom prognóstico visual desses pacientes.

Existem vários tipos de Glaucomas; congênito, adquirido, secundário, cada um com sinais e sintomas característicos, sendo que em alguns casos são silenciosos ou assintomáticos. O exame oftalmológico completo, incluindo a medição da pressão ocular e avaliação do nervo óptico, é obrigação do médico oftalmologista para detectar ou afastar esse problema.

O “Glaucoma agudo” (fechamento angular agudo) é uma alteração ocular súbita, mais comum nos pacientes de maior faixa etária, geralmente unilateral e ocorre por grande e persistente aumento da pressão intraocular. Os sintomas mais frequentes são embaçamento visual, visão de cores ao redor das luzes, olho vermelho, náuseas, vômitos e dor intensa no olho acometido que irradia para parte posterior da cabeça do mesmo lado. O tratamento deve ser realizado o mais rápido possível e é considerado uma das maiores urgências em oftalmologia.

Para o tratamento adequado, utilizamos colírios específicos, medicação endovenosa, manobras com lente de diagnóstico de glaucoma e também o Yag-Laser, promovendo assim o retorno da pressão ocular para níveis de normalidade em alguns minutos. Aqui o tempo é precioso devido a possibilidade de lesão irreversível do nervo óptico e consequente deficiência visual permanente.

A conjuntiva é uma fina camada superficial do olho, composta por tecido mucoso transparente, que recobre a parte branca do olho. Na eventualidade de um dos pequenos vasos desta região romperem, forma-se rapidamente um acúmulo de sangue entre a mucosa e o branco do olho. Muitas vezes sem sintomas de dor, o quadro só é evidenciado ao se olhar no espelho ou por percepção de outra pessoa.

A avaliação oftalmológica deverá ser realizada para garantir que o sangramento encontra-se restrito ao espaço subconjuntival, excluindo sinais de alarme, principalmente quando o fator desencadeante for um trauma.

Se você vê pontos pretos, fios flutuando ou até mesmo flashes luminosos no campo de visão, provavelmente estamos diante do descolamento do corpo vítreo. O vítreo é a substância gelatinosa transparente que preenche a parte interna posterior dos olhos. Em condições normais ele está aderido firmemente à retina. Com a idade o vítreo se torna mais liquefeito e pode ocorrer sua separação parcial ou total de modo espontâneo. Outras causas frequentes de descolamento vítreo são os traumas e até mesmo o esfregar crônico dos olhos.  

Todo paciente com os sintomas descritos acima deve procurar serviço oftalmológico e ser avaliado o mais breve possível com dilatação da pupila. O exame detalhado do fundo olho e retina vai nos informar se seu caso é benigno ou se existe alguma rotura da retina. Em casos de rotura da retina, o tratamento é realizado com laser ao redor da mesma, prevenindo assim o descolamento total da retina e perda da visão. Somente o oftalmologista pode lhe dizer se seu caso é benigno ou necessita de maiores cuidados.

A lágrima é composta por 3 elementos principais: água, muco e óleo. Ela é secretada continuamente  em micro quantidades por pequenas glândulas superficiais presentes no olho e pálpebras. Após lubrificar e proteger o olho, ela segue caminho em direção ao canto interno do olho e é drenada até o nariz e garganta, passando por diversas estruturas. Se há uma obstrução para sua passagem em qualquer ponto desse trajeto, percebemos um acúmulo da mesma no olho, causando lacrimejamento excessivo, como se fosse um ralo entupido e a pia transborda.

O diagnóstico de obstrução das vias lacrimais é feito por meio de história detalhada aliada ao exame oftalmológico completo. Pode ocorrer infecção no mesmo quadro, o que chamamos de dacriocistite aguda, com inchaço e dor na região entre o nariz e o olho.

O tratamento é de acordo com a causa da obstrução, e em alguns pode ser indicada cirurgia. Outra causa muito comum é a obstrução congênita das vias lacrimais, que costuma resolver espontaneamente na maioria dos casos em até 1 ano de idade, mas os bebês com lacrimejamento devem também ser avaliados por um oftalmologista para se descartar outros problemas oftalmológicos.

O olho seco representa uma alteração na superfície ocular decorrente de modificações na qualidade e/ou quantidade da lágrima, com os sintomas se tornando mais evidentes com o envelhecimento. Aproximadamente 6% das pessoas aos 40 anos e 15 a 33% daquelas com idade superior a 65 anos são afetadas pela doença. Várias condições podem estar associadas ao seu surgimento, tais como diminuição da produção lacrimal, evaporação excessiva, problemas no piscar, uso de medicamentos, disfunções hormonais e fatores nutricionais. A disfunção lacrimal está diretamente relacionada com o aumento dos sintomas de irritação, ardência, sensação de secura ou areia nos olhos e vermelhidão, sobretudo quando submetidos a condições adversas, como ambientes de frio e/ou baixa umidade.

 O tratamento varia conforme o estágio e a evolução da doença, passando essencialmente pelo uso de colírios lubrificantes e, em casos mais severos, pela associação com outros medicamentos. Embora muitas vezes o olho seco se apresente como um quadro importante de desconforto, a avaliação com um médico oftalmologista geralmente consegue controlar bem os sintomas, sendo fundamental para um tratamento adequado.

Caso  apresente perda súbita  da visão, entre em contato o mais breve possível com nosso serviço Emergência Oftalmo. Existem causas de perda de visão súbita, que se detectadas precocemente podem evitar sequelas graves.

Umas das principais causas da baixa de visão repentina é o descolamento da retina. Nesse caso temos um desprendimento de parte ou toda retina da parede ocular interna. Pode ser precedido por visão de flashes de luz, dias ou semanas antes. O diagnóstico é feito pelo mapeamento de retina e o tratamento é cirúrgico. O paciente deve ser operado o mais breve possível a fim de minimizar prováveis sequelas visuais.

Outras causas prevalentes de perda de visão súbita são : a) oclusão de veia central da retina b) neurite óptica c) degeneração macular d) hemorragia vítrea.

Independente da causa, não hesite em buscar nosso serviço.

As queimaduras oculares são casos frequentes de lesões e cicatrizes na córnea, podendo levar a perda de visão. As principais causas são: química (geralmente as mais graves), térmica e por solda elétrica. É muito comum acontecerem em ambiente de trabalho, e por isso, enfatizamos a importância do uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), neste caso, os óculos e máscaras de proteção.

Em se tratando de queimadura química (seja por substância ácida ou alcalina), é importante lavar os olhos imediatamente com água corrente para diminuir a exposição do olho ao agente. Em seguida, e o mais rápido possível, se faz necessário procurar um oftalmologista para uma avaliação e tratamento adequado. Não usem produtos caseiros nos olhos, eles podem até piorar a gravidade da queimadura!

Terçol (ou hordéolo) é motivo frequente para avaliação oftalmológica. Trata-se de infecção aguda na pálpebra superior e/ou inferior. São causados pela presença de bactérias no interior de glândulas secretoras de óleo nas pálpebras. É muito parecido com a “espinha” facial infectada.

Os sintomas são inchaço, vermelhidão e principalmente dor no local da pálpebra acometida. Não é contagioso, ou seja, não transmitimos para outras pessoas. Compressa com água morna é o tratamento clássico, porém o exame oftalmológico completo é necessário para o tratamento adequado, prescrição de antibióticos locais ou por via oral e também diagnóstico de outros problemas frequentemente associados, como blefarite e olho seco. Nossos profissionais estão habilitados para sua avaliação e conduta.

Se você foi vítima de um trauma na região dos olhos deve procurar um serviço de pronto atendimento oftalmológico o quanto antes. O trauma pode acarretar desde um simples arranhão ou presença de corpo estranho na córnea, até um descolamento de retina.

Os traumas contusos (pancadas e socos, por exemplo) não provocam o corte ou perfuração no olho mas podem desencadear hemorragias internas, catarata, glaucoma ou até descolamento de retina. A conduta do médico oftalmologista dependerá da avaliação individual em cada caso.

Nos traumas penetrantes, não comprimir o olho e procurar o serviço de emergência oftalmológica imediatamente.  Qualquer dúvida ou orientação maior, entre em contato com nossa equipe.

A úlcera corneana é uma alteração ocular que provoca uma ferida na córnea, a camada transparente mais externa do olho. Diversas condições justificam o surgimento do quadro, sendo mais comuns lesões e/ou alterações corneanas ou palpebrais, uso inadequado de lentes de contato, doenças sistêmicas, determinados medicamentos e deficiências nutricionais. As causas mais comuns decorrem da infecção por bactérias, vírus, fungos, parasitas ou lesões por substâncias químicas, embora úlceras estéreis possam aparecer em situações específicas, como no olho seco. Geralmente se apresenta como um quadro de embaçamento visual, dor, vermelhidão, acúmulo de secreção em canto de olho, sensação de corpo estranho, lacrimejamento e sensibilidade à luz. No tratamento, geralmente, são administrados colírios antibióticos, antivirais ou antifúngicos logo que possível.

Embora seja uma emergência oftalmológica, com o tratamento adequado a maioria dos casos evolui satisfatoriamente, sem a evolução para situações mais graves ou surgimento de cicatrizes que comprometam a visão. O oftalmologista é o médico responsável pelo seu diagnóstico e tratamento, sendo fundamental a sua avaliação o quando antes em um quadro sugestivo de úlcera de córnea.

Uma das doenças oculares mais frequentes em um serviço de emergência oftalmológica é a uveíte. Existem vários tipos e os sintomas mais frequentes são olho vermelho, embaçamento visual, sensibilidade aumentada à luz e principalmente dor!

Essa doença pode acometer a parte anterior do olho, a intermediária, a posterior, ou até todas de uma vez. Existem múltiplas causas, desde infecções, doenças auto-imunes, ou causa desconhecida (idiopática). 

É muito importante fazer uma investigação minuciosa, e acompanhar um paciente com uveíte, uma vez que essa doença tende a causar episódios repetidos de inflamação no olho. Se você está com algum desses sintomas, deve procurar atendimento precocemente.